quarta-feira, 24 de março de 2010

Reconstruir

Reconstruir está na ordem do dia. É fácil reconstruir. Com engenho - o homem é engenhoso - e inteligência. Os muros derrubados reerguer-se-ão. Os jardins voltarão a florir. Os caminhos voltarão a permitir a passagem dos viajantes. Será fácil apagar as marcas, transformando-as em longínquas recordações.

Poderá não ser assim tão fácil. Como se reconstrói uma vida tão levianamente dissolvida na água? Não deveria ser a água fonte de vida? A verdade é que a vida também necessita da morte. Permite-lhe renascer, renovar-se, evoluir, …

Como se reconstroem pessoas? Como esquecem a dor, o sofrimento, a perda, a angústia, o sentimento de impotência? Como se financiará esta reconstrução?

Derrubaram-se barreiras. Esqueceram-se velhos ódios, quezílias, implicâncias e maledicências. Será duradouro? Ou será apenas mais um fogacho? Serão os homens capazes de suplantar o ego?

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